APOIE A AGÊNCIA MURAL

Colabore com o nosso jornalismo independente feito pelas e para as periferias.

OU

MANDE UM PIX qrcode

Escaneie o qr code ou use a Chave pix:

apoie@agenciamural.org.br

Agência de Jornalismo das periferias

Renan Omura/Agência Mural

Por: Paulo Talarico

Notícia

Publicado em 08.08.2023 | 17:51 | Alterado em 04.02.2024 | 11:17

Tempo de leitura: 2 min(s)

Em 2019, publicamos uma reportagem que perguntava onde estão os 21 indígenas da Grande São Paulo? Na época, contávamos como as aldeias indígenas foram substituídas por aldeamentos criados pelos jesuítas e que dali nasceram as cidades atuais. Nesse processo, boa parte dessa população foi dizimada.

Na última semana, o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) trouxe uma notícia – hoje podemos perguntar onde estão quase 30 mil pessoas que se declararam como descendentes de povos originários.

Nos 39 municípios que fazem a Grande São Paulo, o crescimento da população indígena chegou a 41%. Não chega a igualar o avanço nacional, em que houve alta de 88% em 12 anos, com 1,6 milhão de habitantes indígenas. Porém, demonstra o avanço desse grupo nas poucas terras indígenas remanescentes e, também, como fazem parte do contexto das próprias cidades.

A alta foi puxada pela cidade de São Paulo, onde se concentram a maior parte. São 19 mil indígenas na capital, ante 11 mil há 12 anos. Esse incremento supera o avanço da população em geral no período, que foi de apenas 2%. Na capital há terras indígenas, como a do Jaraguá, na zona noroeste, e a Tenonde Porá, em Parelheiros, no extremo sul.

Na Grande São Paulo, Guarulhos vem na sequência, com 1.649. O município conta moradores em áreas verdes, sobretudo no Cabuçu. Na sequência aparecem São Bernardo do Campo, com 1.300 pessoas e uma terra indígena presente na região da represa Billings, Santo André, Osasco e Mogi das Cruzes.

Outras cidades menores tiveram avanços ainda mais significativos, apesar de uma população menor. Em Guararema, por exemplo, no Alto Tietê, a população quase quadriplicou, chegando a 54 moradores indígenas, e em Santana de Parnaíba, são 166, bem mais do que os 56 em 2010.

Na contramão, 12 municípios tiveram baixa no número de habitantes indígenas, casos de Franco da Rocha, Santa Isabel e Mauá.

Segundo o IBGE, o aumento no número de indígenas é resultado também de mudanças metodológicas no levantamento censitário.

“Existe o fato de termos ampliado a pergunta ‘você se considera indígena?’ para fora das terras indígenas. Em 2010, vimos que 15,3% da população que respondeu dentro das Terras Indígenas que era indígena vieram por esse quesito de declaração”, afirmou Marta Antunes, responsável pelo projeto de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE.

Na região metropolitana de São Paulo, 2,5 mil pessoas responderam que sim a essa pergunta, cerca de 8% do total.

Todos os dados

receba o melhor da mural no seu e-mail

Paulo Talarico

Diretor de Treinamento e Dados e cofundador, faz parte da Agência Mural desde 2011. É também formado em História pela USP, tem pós-graduação em jornalismo esportivo e curso técnico em locução para rádio e TV.

Republique

A Agência Mural de Jornalismo das Periferias, uma organização sem fins lucrativos, tem como missão reduzir as lacunas de informação sobre as periferias da Grande São Paulo. Portanto queremos que nossas reportagens alcancem outras e novas audiências.

Se você quer saber como republicar nosso conteúdo, seja ele texto, foto, arte, vídeo, áudio, no seu meio, escreva pra gente.

Envie uma mensagem para republique@agenciamural.org.br

Reportar erro

Quer informar a nossa redação sobre algum erro nesta matéria? Preencha o formulário abaixo.

PUBLICIDADE