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Jovens contam por que decidiram não fazer o Enem 2021

Exame tem menor taxa de inscrição em 14 anos e é o tema do Próxima Parada desta segunda-feira (19). Provas serão aplicadas em 21 e 28 de novembro

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Por: Redação

Notícia

Publicado em 19.07.2021 | 17:32 | Alterado em 19.07.2021 | 17:32

Tempo de leitura: 2 min(s)

Principal prova para o acesso ao ensino superior no Brasil, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) teve este ano o menor número de inscritos desde 2007. Ao todo, um pouco mais de 4 milhões de pessoas se inscreveram para as provas que serão realizadas nas versões digital e impressa nos dias 21 e 28 de novembro.

Desde 2005, a prova vem sendo a porta de entrada para bolsistas terem acesso a universidades particulares. E, em 2009, começou a valer também para as faculdades públicas federais.

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Número de inscritos no Enem foi o menor em 14 anos @Ira Romão/Agência Mural

No ano passado, em meio à pandemia, o Enem teve recorde de abstenção, acima dos 55%. Os faltantes do último ano não possuem direito a gratuidade na taxa de inscrição da prova, no valor de R$ 85, que pode ser paga até esta segunda-feira (19).

Para Rozana Barroso, 22, presidenta da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), o baixo número de inscritos no exame este ano já era algo esperado, dado a falta de políticas públicas voltadas aos estudantes mais pobres, mas não deixa de ser algo triste, que explicita as desigualdades do país.

“No momento da pandemia onde a maior parte dos estudantes brasileiros não estão acessando a educação, o Ministério da Educação fez questão de não garantir a isenção para aqueles que foram prejudicados no último Enem por conta da pandemia”, afirma.

“Isso somado ao agravamento da desigualdade social, a falta de auxílio emergencial, a falta de garantia da merenda escolar e projetos que consigam pegar os estudantes da periferia.”

Este foi o tema do Próxima Parada desta segunda-feira (19), que ouviu também estudantes da rede pública que desistiram da prova. Escute o episódio completo:

PRÓXIMA PARADA

Parceria entre a Agência Mural e o Spotify, o Próxima Parada conta com a colaboração de jornalistas vindos dos bairros periféricos da Grande São Paulo. Para ouvir o episódio, basta clicar no link do programa e se cadastrar gratuitamente no aplicativo.

De segunda a sexta-feira, sempre no final da tarde, Ana Beatriz Felicio e Rômulo Cabrera contam histórias, analisam fatos e apontam possíveis soluções para as demandas das quebradas. A produção é de Gabriela Carvalho, com edição de som de Pammela Gentil e coordenação de Vagner de Alencar.

Redação

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